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Mais da metade dos alunos do 3º ano não sabe o adequado

Prova ABC revela que uma em cada 3 crianças não sabe o adequado em matemática para o 3º ano; 55,5% leem mal e 69,9% têm desempenho abaixo do esperado em escrita.

Mais da metade das crianças brasileiras do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas não aprendeu os conteúdos esperados para esse nível de ensino. Uma em cada 3 crianças não sabe o adequado em matemática para o 3º ano, 55,5% leem mal e 69,9% têm desempenho abaixo do esperado na escrita. Se estiverem na série adequada, esses alunos têm 8 anos.

Os dados são da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) e foram divulgados nesta terça-feira, dia 25, pela ONG Todos Pela Educação. Também participam dessa prova a Fundação Cesgranrio, o Instituto Paulo Montenegro e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Se considerar apenas as escolas públicas, a situação é pior. Em matemática, 70,8% dos alunos não sabem o adequado para a série. Em leitura, esse porcentual é de 60,3% e em escrita, de 74,1%.

Segundo os coordenadores da avaliação, os resultados mostram que as crianças escrevem pior do que leem e indicam certo abandono do ensino de matemática. Segundo a diretora executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, a Prova ABC adota como modelo de adequação a autonomia do aluno. "Nosso entendimento de alfabetização vai além de aprender a ler. Precisamos que as crianças tenham condições necessárias para ler para aprender", diz ela.
Priscila lembra que os resultados desses primeiros anos revelam o "berço da desigualdade educacional". "Sem resolvermos esse problema não conseguiremos alcançar as outras metas de educação." A ONG estipulou como meta que toda criança de até 8 anos esteja plenamente alfabetizada até 2022.
Os resultados mostram um abismo entre regiões e Estados. Enquanto a Região Sudeste tem 57% dos alunos de 3º ano sem o aprendizado considerado adequado em matemática, o melhor resultado, o Nordeste aparece na outra ponta, com 86,4%.

Considerando os Estados, a distância é ainda maior. Santa Catarina tem o melhor resultado, com 53,5% dos aluns sem o conhecimento adequado em matemática, por exemplo. Já o pior Estado é Alagoas, com 92,1% com aprendizado fora das expectativas. Alagoas também é o pior em leitura e escrita.
Foi considerado na Prova ABC como desempenho adequado em matemática e leitura a nota mínima de 175 na escala no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), elaborado pelo Ministério da Educação. Em Leitura, os alunos conseguem, entre outras habilidades, identificar temas de uma narrativa e perceber relações de causa. Em matemática, o nível permite distinguir quem os alunos têm, por exemplo, domínio da adição e subtração e conseguem resolver problemas envolvendo notas e moedas. Na redação, a avaliação adotou uma escala que vai de 0 a 100 e o desempenho esperado era de pelo menos 75. A nota representa bom desempenho na adequação ao tema, gênero, coesão e coerência, além de boa grafia, normas gramaticais e pontuação.

A avaliação foi aplicada em áreas urbanas das capitais e também de cidades do interior, em escolas públicas (estaduais e municipais) e privadas. Aplicada no final de 2012, foram avaliados 54 mil alunos de 1,2 mil escolas distribuídas em 600 municípios brasileiros. Esses resultados não são comparáveis com os edição anterior, pois as prova foi realizada em momentos diferentes da trajetória dos alunos.

Esta será a última edição, uma vez que o Ministério da Educação já anunciou um instrumento próprio de avaliação do desempenho dos alunos, a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) a ser aplicada ainda neste ano pelo Inep. A prova já estava prevista nos termos do Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), lançado em dezembro de 2012.

Aumento de crianças com necessidades especiais na rede pública expõe carências e preconceitos


 De 2003 para 2011, o número de alunos com deficiência ou doenças crônicas, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação cresceu 164%. Segundo o Ministério da Educação, em 2003, 28% dos alunos que precisavam da educação especial estudavam em classes comuns e o restante, em classes especiais. Em 2007, o percentual desses alunos incluídos nas classes regulares passou para 54% e, no ano passado, para 74%, com 752 mil estudantes inscritos.
O número de escolas de educação básica com matrículas de estudantes que precisavam da educação especial cresceu 615%. Para pedagogos e especialistas, o aumento reflete a maior inclusão de grande parte desse grupo no ambiente escolar. Antes, esses estudantes viviam confinados em casa ou em escolas especiais. A chegada desses alunos na rede pública também revela as carências e preconceitos de quem lida com esse público.
A pedagoga Glória Fonseca Pinto trabalha com crianças e adolescentes com doenças crônicas e deficientes há mais de dez anos no Rio de Janeiro. Segundo ela, para incluir esse grupo na escola não basta apenas a matrícula. “O sistema precisa se preparar melhor para acolher essas crianças com mais qualidade. As escolas precisam entender que precisam se adaptar a essas crianças e não o contrário. Existem muitos exemplos [bem-sucedidos] de crianças com comprometimentos que conseguem se formar e ganhar muita independência”.
Ela lamentou o fato de diversas escolas ainda recusarem esse estudantes. “A criança especial pode e deve frequentar uma escola regular, mas infelizmente não é toda a escola que a aceita por não ter currículo, [não dispor de] rampa e de material humano. Mas não existe receita de bolo e as escolas precisam se predispor a aceitar essas crianças”.

Nossa Independência

"A Independência é construída a cada novo dia com o nosso compromisso por uma educação melhor"

Brasil ainda tem 1 milhão fora da escola

Os números do Censo do IBGE mostram que, apesar de o problema ser mais grave nas regiões Norte e Nordeste, nenhum estado conseguiu até hoje incluir todas as crianças de 6 a 14 anos na escola. Esta população de não estudantes representa 3% do total da faixa etária. Pode parecer um percentual pequeno, mas é grave quando se considera que é quase um milhão de crianças que ainda não têm garantido um de seus direitos mais básicos, previsto pela Constituição de 1988: estudar. Se a esse grupo forem incorporados as crianças de 4 e 5 anos e os jovens de 15 a 17 (que passam a fazer parte da faixa etária de escolaridade obrigatória a partir de 2016), o número aumenta para 3,8 milhões, ou 8% do total.

Tabulações feitas pelo GLOBO nos microdados do Censo mostram que o problema é maior entre os mais pobres e crianças com algum tipo de deficiência. Os números também revelam que a maioria (62%) das crianças que não estudam dos 6 aos 14 chegou um dia a frequentar a escola, mas abandonou os estudos. O problema é ainda mais grave se consideradas as faixas etárias de 4 e 5 anos e de 15 a 17, que desde 2009 passaram a ser também obrigatórias, mas com prazo para adequação dos sistemas até 2016.

Greve prejudica aprovados no Sisu em Fortaleza


A Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE) resolveram nesta sexta-feira suspender a matrícula dos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2012 para o segundo semestre. A matrícula está suspensa até o fim da greve dos servidores técnico-administrativos. Os poucos candidatos que compareceram aos campi para efetuar a matrícula foram informados da suspensão da primeira chamada da matrícula. Não houve tumulto.
Através de nota oficial o pró-reitor de Graduação da UFC, professor Custódio Silva de Almeida, informou que "o comando de greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Ceará decidiu não permitir a execução da matrícula da primeira chamada dos candidatos aprovados no Sisu 2º/2012, atendendo orientação nacional da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (FASUBRA)." 


A nota destaca ainda que a "Pró-Reitoria de Graduação constatou a impossibilidade de realização da matrícula no Campus do Pici, às 8h30 da manhã desta sexta-feira". Com isso a UFC "resolveu suspender o processo de matrícula, até que seja possível fazê-lo com tranquilidade e segurança para os candidatos".

De acordo com a nota da UFC, "os estudantes selecionados para essa primeira chamada do Sisu 2º/2012 podem ficar tranquilos, pois suas vagas estão garantidas". O pró-reitor finaliza a nota informando que "a matrícula deverá ocorrer assim que o impasse for resolvido pelo Ministério da Educação". A Pró-Reitoria de Graduação da UFC orienta os candidatos a ficarem consultando informações atualizadas sobre o Sisu através do site:www.prograd.ufc.br/sisu.

Fonte: www.dgabc.com.br

Esta deveria ser a condição das escolas públicas de um País que se orgulha de ser a 6ª maior Economia do Mundo?

Esta deveria ser a condição das escolas públicas de um País que se orgulha de ser a 6ª maior Economia do Mundo?

Educação Pública no Brasil!

Enquanto nossos governantes decidem entre desviar verbas públicas ou investir na indústria do entretenimento, nossas Escolas Públicas padecem sem investimento algum!

Na foto, a precariedade no transporte escolar da rede pública do Ceará, que infelizmente só faz aumentar a evasão escolar deste Estado.

A Educação Infantil no Campo


Notícia de 2011 que retrata até agora a precariedade na Educação:
A educação infantil nas áreas rurais do país carece de professores com formação adequada, de infra-estrutura, de uma política que respeite a diversidade do campo. A educação infantil –  abrange a faixa etária até seis anos – é um direito da criança, dever do Estado, opção da família, mas sua oferta só começou a ganhar consistência a partir da criação do Fundo da Educação Básica (Fundeb), em 2007.

Nas áreas rurais, a educação infantil sofre maiores limitações porque as crianças geralmente estão em classes multisseriadas com alunos de dez a 12 anos, os professores não têm formação apropriada, e o parâmetro de referência é a educação infantil urbana.De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pnera) de 2005, apenas 5% das crianças até os seis anos de idade freqüentam escolas da educação infantil no campo. E somente 3% estão em creches. Diante desse contexto, representantes de movimentos sociais, professores, pesquisadores, técnicos dos Ministérios da Educação e do Desenvolvimento Agrário vem discutindo a adoção de medidas para universalizar o acesso à educação infantil.

Do total de crianças de até seis anos matriculadas em creches de educação infantil, 93% estão em áreas urbanas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de crianças nessa faixa etária que moram no campo ultrapassa os três milhões de indivíduos. Destes, apenas 5% estão estudando. Dados do Ministério da Educação apontam falta de escolas especializadas para o atendimento de estudantes que residem em áreas rurais. Não por acaso, é no campo que estão os municípios e escolas com menores índices de desenvolvimento da educação básica (Idebs).
Para além do problema do acesso à educação infantil, os especialistas apontam que as condições das escolas do campo são precárias e não oferece as condições para que as crianças aprendam de forma satisfatória. Do total de crianças de até seis anos que estão matriculadas, grande parte está inserida em turmas de ensino fundamental e ainda há aquelas que viajam para a zona urbana em busca de creches.
De acordo com os especialistas em educação infantil, esse processo de deslocamento da criança do campo para a cidade traz inúmeros problemas para o seu desenvolvimento: primeiro, os alunos nessa idade se cansam muito durante a viagem. O ideal é que as escolas estejam perto de suas casas, mesmo que isso implique em termos escolas para o atendimento de cinco estudantes; segundo, o afastamento da criança de seu contexto sociocultural dificulta seu processo de aprendizagem e socialização, bem como, a desvinculação dos valores socioculturais de sua comunidade.
Desse modo, os movimentos sociais do campo precisam ampliar o processo de luta em defesa da ampliação das políticas de educação infantil no meio rural. Uma educação do campo que traga à tona as particularidades da zona rural, onde os livros didáticos, por exemplo, mostrem figuras que remetam à realidade dos alunos do campo.

Mais de um milhão de alunos terminam ensino fundamental com atraso


Mais de um milhão de jovens estão “presos” no ensino fundamental, mostra o Censo Escolar 2011. Esses alunos têm mais de 14 anos e, por conta de reprovações ou outros fatores, não conseguem passar de ano e, consequentemente, ir para o ensino médio.
“No Brasil, você tem uma forte defasagem idade-série. Boa parte não conclui o ensino fundamental na idade correta. Uma das causas disso é a forte reprovação", diz Tufi Machado Soares, professor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e especialista em fluxo escolar. "Evidente que o sistema é falho. Se um aluno é reprovado, isso ocorre, pelo menos, porque ele não aprendeu o que deveria.”

Esse contingente - os mais de um milhão de estudantes empacados no fundamental - é a diferença entre a população com mais de 14 anos e o número de matriculados no ensino fundamental, que atende justamente o público entre 6 e 14. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há 29.204.148 pessoas nesta faixa etária e 30.358.640 estudantes registrados entre o 1º e o 9º ano das escolas brasileiras.
O fato de o estudante não conseguir ser aprovado gera a chamada “distorção idade-série”. No 8º ano, por exemplo, a idade média dos estudantes já supera os 14 anos, ficando em 14,3. No 9º ano, última série do fundamental, a idade média é de 15,2.
Esse “movimento” entre um nível e outro é chamado de fluxo escolar. O cálculo do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) leva em conta, entre outros fatores, o fluxo.

Idade média dos estudantes no fundamental - rede pública Brasil

 1º ano1ª série/
2º ano
2ª série/
3º ano
3ª série/
4º ano
4ª série/
5º ano
5ª série/
6º ano
6ª série/
7º ano
7ª série/
8º ano
8ª série/
9º ano
Esperada67891011121314
2002-10,711,712,913,716,116,717,818,8
20116,789,210,211,312,513,414,315,2



Histórico do fluxo

Porém, a situação já foi pior.  "Estamos melhorando, mas está muito devagar. As políticas que foram planejadas foram se esgotando. Uma das causas para não se ter um bom fluxo é a reprovação e o abandono. É preciso combater isso melhorando a qualidade", disse Soares.
Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), no início dos anos 2000, a diferença entre matriculados e população chegava a 20% contra os atuais 3,9%. Os números de 2011 mostram também que hoje, afirma o governo, existe uma tendência a que os alunos consigam passar dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano).
A correção de fluxo, diz o especialista, é um processo que vem desde a década de 80 no Brasil. "Num determinado momento da nossa história, lá na década de 80, pensava-se que garantir a matrícula era o suficiente ara melhorar os níveis. Com o tempo, percebeu que isso não era suficiente. Construir escola não bastava", afirma. Na década de 90, ele diz, houve um aumento na política de correção de fluxo, que, no entanto, tem dado resultados menos efetivos atualmente.
Soares aponta a progressão continuada nos primeiros anos do fundamental como umas maneiras para reduzir a distorção: “A reprovação deve ser uma opção extrema a ser adotada pela escola. Sou contra a reprovação nos primeiros anos escolares, não vejo motivo para reprovar um aluno.”

Matrículas

Pelo quarto ano seguido, o Brasil teve uma redução no número de matrículas no ensino básico, com uma queda de 1,1% em relação a 2010. O censo identificou 194.932 escolas no país em 2011, com 50.972.619 alunos - 84,5% deles em escolas públicas. No ano passado, havia 51.549.889 estudantes.
A queda no número de matrículas foi puxada pela redução na rede pública fundamental (-2,1% em relação ao ano anterior) e na educação de jovens e adultos (-6,6% no nível fundamental e -4,4% no nível médio). Houve crescimento em praticamente todos os outros níveis.
O Inep atribui a redução à "acomodação do sistema educacional" e no "aperfeiçoamento" do método de coleta dos dados. Neste ano, para evitar duplicidades, o governo exigiu a comprovação documental de matrícula e de frequência para os estudantes com mais de um vínculo escolar (matrículas em mais de uma unidade). A distribuição de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) leva em conta o número de alunos dos municípios e Estados.
O Censo Escolar da Educação Básica é realizado anualmente pelo Inep. Estabelecimentos públicos e privados de educação básica são obrigados por lei a oferecer as informações.

Total de matrículas na rede de ensino

 20102011Diferença (%)
Educação infantil6.756.6986.980.052+ 3,3
Ensino fundamental31.005.34130.358.640- 2,1
Ensino médio8.357.6758.400.689+ 0,5
Educação profissional924.670993.187+ 7,4
EJA - Fundamental2.860.2302.681.776- 6,2
EJA - Médio1.427.0041.364.393- 4,4
Educação especial (exclusiva)218.271193.882- 11,2
Educação especial (inclusiva)484.332558.423+ 15,3
TOTAL GERAL51.549.88950.972.619- 1,1

Saúde, Segurança e Educação no Brasil,

A vida é uma comédia e somos sempre o palhaço.

G1: Para poder estudar, alunos pagam conta de luz de escola rural de MT

Estudantes de unidade rural de Confresa denunciaram situação à Seduc. Secretaria de Educação diz que investigará assessora pedagógica.

Alunos da unidade anexa à Escola Estadual Sol Nascente, na zona rural do município de Confresa, a 1.160 quilômetros de Cuiabá, alegam que para poder estudar precisam pagar a conta de energia elétrica da escola. Um dos 17 alunos do curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) que não quis se identificar, disse ao G1 que pagar a conta de energia elétrica é apenas um dos muitos problemas enfrentados na unidade.


“Na escola temos uma série de problemas. Não temos banheiro, bebedouro, água, energia elétrica e os portões estão para cair. A situação está muito difícil. O ônibus rural só passa das 7h às 13h, sendo que nossa aula é a tarde. Já reclamamos várias vezes, mas a situação nunca foi resolvida”, ressaltou o rapaz. Os estudantes que denunciam a situação frequentam aulas na unidade anexa à Escola Sol Nascente, que conta com duas salas de aula para atender o EJA.
O secretário de Educação de Mato Grosso, Ságuas Moraes, disse ao G1 reconhecer a situação da escola e afirmou que trata-se de um problema interno da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Segundo ele, a autorização de formação de novas unidades anexas de ensino, como é o caso da sala dos alunos do EJA da Escola Sol Nascente, é de responsabilidade da assessoria pedagógica do município.

Quando uma escola tem alunos que moram muito longe ou na zona rural, como nesta escola, a diretoria faz uma solicitação para criar uma unidade anexa. Depois a assessoria pedagógica vai até o local verificar as condições de infraestrutura para autorizar ou não a nova unidade. O fato é que em relação a esta escola vamos abrir um processo administrativo contra a assessora pedagógica para investigar em que condições isso aconteceu”, explicou o secretário. A equipe do G1 tentou entrar em contato com a assessora pedagógica do município, Evany Costa, no entanto, não obteve resposta.

Ainda de acordo com o rapaz que não quis se identificar, em 2011, a turma pagou a conta de energia elétrica do ano todo. Segundo ele, a escola está praticamente locada no pátio de uma igreja e a água usada por eles é retirada do poço que está no local. “Como estamos praticamente no pátio da igreja e não temos energia, usamos energia deles [da comunidade]. E eles cobram de nós a conta, já que nós usamos a bomba que puxa água do poço”, ressaltou o rapaz.

O aluno afirmou ainda que cada conta de energia fica em torno de R$ 25. Ele explica que mensalmente o valor é dividido entre os estudantes. “Todos temos que pagar mas tem aqueles que não podem pagar. Mesmo assim a pessoa frequenta aula”, ponderou. Com relação à falta de água para consumir na escola, o rapaz explica que cada um dos 17 alunos leva garrafas pet ou garrafas térmicas todos os dias.
Para o estudante, solucionar o problema de infraestrutura da escola não é tão difícil. “Hoje nós temos duas salas de aula precárias. Não precisa a Seduc construir mais salas para nós. Se eles arrumarem uma delas já é suficiente, somos apenas em 17 alunos”, sugeriu o aluno.

Uma mera realidade da Educação no Brasil, triste


Ao propor uma reflexão sobre a educação brasileira, vale lembrar que só em meados do século XX o processo de expansão da escolarização básica no país começou, e que o seu crescimento, em termos de rede pública de ensino, se deu no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.
Com isso posto, podemos nos voltar aos dados nacionais:


O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).

Veja o Índice da Educação no mundo (2009)

Vejam o nosso Brasil em 67º lugar, com mudanças comparadas ao ano de 2006 igual a 0. Um país que prega uma boa economia, um bom desenvolvimento e não consegue crescer na educação. nas próximas postagens irei mostrar o por quê.

Iniciativas e parcerias dão bons resultados na educação do Brasil

Elas transformam a escola em um lugar mais agradável, eficiente e atraente para alunos, professores e pais. A criação de um ambiente favorável ao ensino está menos ligada a grandes investimentos na estrutura física das escolas e mais ao acompanhamento do dia a dia da sala de aula.




O Ministério da Educação (MEC) contestou uma informação da reportagem especial de quinta-feira (12) sobre o número de formandos em pedagogia e educação básica entre os anos de 2005 e 2009. Para o MEC, devem ser incluídos os números dos cursos à distância e não só o presencial, em que o aluno está dentro da sala de aula, que era o foco da nossa série. Dentro dessa visão do Ministério, o número de professores formados aumentou 2,75% naquele período.
Nesta sexta-feira (13), na última reportagem desta série sobre a educação no Brasil, Alan Severiano mostra iniciativas que transformam a escola em um lugar mais agradável, eficiente e atraente para alunos, professores e até para os pais.
Bairro pobre de São Paulo, escola sem infraestrutura. Tinha tudo para dar errado e dava. Até que uma janela se abriu. Uma parceria com empresários melhorou as instalações e treinou mais de cem professores.
“Eu aprendi que você tem que ver o que eles sabem também e a partir do que eles sabem a gente fazer nosso planejamento de aulas e eu não fazia isso”, disse a professora de português
Elaine Ribeiro Claro.
“Eles aprendendo mais eles podem ensinar melhor para a gente, de um jeito melhor para a gente”, lembrou Márcia Sousa, de 11 anos.
Para o diretor Celso Teixeira, lições de gestão. Ele é um professor de português que se apaixonou pelos números e passou a lidar com um vocabulário típico de quem administra uma empresa.
“Eu sei em porcentagem quanto o aluno fulano de tal tem e quanto eu quero que ele chegue. Eu consigo determinar isso para a sala, determinar isso para a escola. Dessa maneira o caminho é mais curto”, explicou.
Foi mesmo. Em dois anos, o desempenho na avaliação do MEC melhorou. A nota do Ideb passou de 4,2 para 5 no 5° ano. E pulou de 3,5 para 4,2 no fim do ensino fundamental.
Um trunfo é a professora comunitária, que percorre o bairro e mantém contato com as famílias.
O envolvimento dos pais faz diferença. A mãe de Tiago acompanha as tarefas e o dia a dia da escola. “Se cada pai fizesse um pouquinho do que eu faço, eu creio que a escola ainda estaria melhor do que está hoje”, disse ela.
Em uma escola em Belo Horizonte, a receita de superação é um pouco diferente. Para motivar alunos que repetiram várias séries, a saída foi diversificar as atividades. É uma parceria da rede municipal com a Fundação Roberto Marinho.
A brincadeira da batata quente vira teste de conhecimentos gerais. Em aulas do Telecurso, situações do cotidiano ajudam a entender assuntos que já foram vistos.
“O grande objetivo eu acho que é fazer com que eles descubram que eles sabem, que eles podem aprender que eles dão conta”, destacou a professora Luiza Carvalho.
A criação de um ambiente favorável ao ensino está menos ligada a grandes investimentos na estrutura física das escolas e mais ao acompanhamento do dia a dia da sala de aula.
Os números mostram que Minas Gerais conseguiu dar um salto de qualidade nos primeiros anos do ensino fundamental porque resolveu apoiar o trabalho do professor e ajudá-lo a superar as próprias deficiências.
Educadores mais experientes acompanham as aulas, detectam os problemas e apontam saídas. O foco é a alfabetização até o 3° ano. De 2006 para 2010, o percentual de alunos de 8 anos que sabem ler e escrever pulou de 49% para 86%.
A baixa rotatividade dos professores ajuda a dar continuidade ao trabalho. “Dá segurança. Dezembro você fecha as turmas, você já sabe qual o perfil do professor para aquela turma”, explicou a diretora de escola Marli Soares Barreto.
O exemplo foi citado por uma consultoria internacional que analisou experiências bem sucedidas em 18 países. Na maioria, o que fez a diferença foi a qualificação do diretor e dos professores - que contam com a ajuda do material didático. Uma espécie de guia, ele explica o que o aluno tem de aprender e dá sugestões de como chegar lá.
É contando histórias que crianças de 6 anos se preparam para a alfabetização. Outro diferencial: alunos de famílias menos estruturadas passam o dia inteiro na escola. Se divertindo, nem percebem que estão aprendendo.
“A gente precisa sair do gerúndio, ou seja, de ‘está melhorando’, ‘caminhando’, nós temos que fazer uma efetiva melhora, um salto transformacional na educação do Brasil. É só o Brasil se mobilizar para isso que a gente consegue fazer”, afirmou o empresário Jair Ribeiro.
Fonte: Jornal Nacional

Ensino médio é o que menos evoluiu no Brasil ao longo dos anos


Dos alunos que terminam o ensino médio no Brasil, só 28% aprendem o conteúdo de português e apenas 11%, o de matemática. Mas, até 2016, ele será obrigatório para todos os adolescentes de até 17 anos.


O ensino médio, no Brasil, tem os maiores índices de abandono na comparação com outras etapas da educação. É o que Alan Severiano mostra na terceira reportagem da série que o Jornal Nacional exibe nesta semana.
O sonho de virar advogada vai ter de esperar. Aos 17 anos e grávida de cinco meses, Polyana abandonou o segundo ano do ensino médio em uma escola do interior do Piauí: “Eu vou ter a criança e não vou poder sair toda hora pra amamentar”, conta.
A notícia desapontou o pai, que só sabe escrever o nome, e a mãe, que parou na sexta série: “Tem que chegar mais longe do que a mãe conseguiu. Por mim, ela estaria na escola ainda”, diz a mãe de Polyana.
Polyana contribui para uma estatística desanimadora no Brasil: a da evasão. De cada dez alunos que entram no primeiro ano do ensino fundamental, só metade conclui o ensino médio até 19 anos. E a estatística já leva em conta dois anos de atraso.
Muitos começam faltando: em uma escola, 30% abandonaram a sala de aula no ano passado. “Chega aqui, tem dois, três professores, ou então tem as duas primeiras aulas, ai não tem a 3ª, 4ª, 5ª, ou então tem só a 3ª, a 4ª, a 5ª, esse aluno termina desistindo”, diz o diretor da escola, José Basílio.
Lá, quem escreve no quadro, não é a professora. “Ela foi embora, deixou os alunos sem aula, sem nada. Ai eu assumi a responsabilidade, eu sou a líder da sala e assumi”, conta a aluna do primeiro ano do ensino médio Mariana Barbosa.
Um mês depois do início das aulas, ainda faltavam seis professores para completar o quadro. “Já chegou o período de provas e os professores ainda não chegaram. O de química e o de informática”, afirma a aluna Ana Paula Oliveira.
Os computadores, sem acesso à internet, passam o dia desligados. Nem na biblioteca é possível pesquisar. A preocupação de muitos é o vestibular.
“Acho que não tem nem uma mínima possibilidade de competir com os outros alunos desse jeito”, conta Kananda Teixeira.
O Piauí é o estado com o pior desempenho no ensino médio. Nota 3 no Ideb, o indicador de qualidade do Ministério da Educação.
Ao chegar em uma escola da zona norte de Teresina, que tinha sido previamente avisada sobre a entrevista, a equipe foi surpreendida por uma reforma relâmpago que começou no próprio dia da visita. Ao todo, 17 homens foram contratados para limpar, pintar, trocar as telhas da escola. Até carteiras novas chegaram.
“Disseram que vinha fazer uma reportagem e acharam melhor filmar mais limpinho desse jeito”, conta o mestre de obras Antonio Rodrigues Neto.
Se a estrutura física pode ser remendada, o que de fato dá significado à escola talvez exija uma reforma mais complexa. “São aulas muito chatas, aulas que a gente prefere ficar fora da sala do que estar dentro assistindo”, explica Thomás de Aquino Neri, de 20 anos.
De manhã, a maioria é jovem. À noite, adultos que trabalham. Como falar para turmas tão diferentes? “Tem toneladas de matérias que abordam de todos os assuntos possíveis. Não é todo mundo que precisa aprender tudo”, explica Ana Lucia Lima, diretora do Instituto Paulo Montenegro.
“A gente percebe que nem todo mundo acompanha o raciocínio”, conta um professor.
Dos alunos que terminam o ensino médio no Brasil, só 28% aprendem o conteúdo de português e apenas 11%, o de matemática.
“Tem coisas que eu não sei onde eu vou usar. E aí desestimula”, diz um aluno.
O ensino médio é o que menos evoluiu no Brasil e tem os piores indicadores. Até 2016, ele será obrigatório para todos os adolescentes de até 17 anos. Isso significa que, além de melhorar a qualidade, as escolas terão de se preparar para receber mais gente.
Se a lei fosse cumprida hoje, seria necessário criar três milhões de vagas. No Piauí, muitas escolas estão fechando turmas à noite, segundo o governo, por falta de procura.
O ministro da Educação diz que o maior desafio para atrair os alunos é fazer com que os estados adotem um novo currículo. O atual, muito voltado para o vestibular, já foi substituído em 700 escolas.
“Nós temos ainda um mal no Brasil que é o vestibular. Nós precisamos superar isso, ter um currículo mais enxuto, mais equilibrado, do ponto de vista das disciplinas, e que ofereça também perspectivas na direção da cultura e do trabalho”, diz Fernando Haddad.
Quem está na escola tem pressa. O futuro depende de botar em prática uma palavra de nove letras.
A Secretaria de Educação e Cultura do Piauí informou que ampliou a equipe de engenheiros e criou uma comissão de vistoria para melhorar a situação das escolas. Na semana passada, o Conselho Nacional de Educação aprovou novas diretrizes para o ensino médio, inclusive a flexibilização do currículo, citada pelo ministro Fernando Haddad na reportagem, e uma ampliação da carga horária. A palavra final nessas possíveis mudanças caberá ao ministério.
Fonte: Jornal Nacional
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