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Apresentamos as escolas do futuro!

Esqueça as provas, a feira de ciências e a tabuada. Se a maior parte das escolas de hoje ainda é igualzinha à dos nossos pais, as do futuro serão muito diferentes. E algumas delas já estão funcionando.
A escola onde tudo é um jogo
MINDDRIVE
Localização: Kansas City, EUA
Alunos: 50
Tipo: Comunitária (ONG) e gratuita
Um grupo de alunos está reunido na sala de aula no meio de um debate caloroso. Mas a lição aqui não é de matemática ou história, eles estão tentando adaptar um carro normal a um modelo ecológico e econômico. Esta é apenas uma das lições desta escola, chamada Minddrive, no Kansas, EUA. De fato, o maior feito desses alunos por lá, é ter desenvolvido um veículo elétrico capaz de rodar 128 km/h com a energia equivalente a um litro de combustível.
A escola verde
GREEN SCHOOL
Localização: Bali, Indonésia
Alunos: Aproximadamente 370
Tipo: Privada, custa aproximadamente R$ 2000,00.
Nessa escola tudo é natural: as estruturas e as salas de aula são de bambu, a escola é aberta para que os ventos indonésios possam percorrer por todo espaço. Um dos objetivos da Green School é que os alunos saiam de lá prontos para abrir seus próprios negócios, sustentáveis, de preferência. Ainda durante o ensino médio eles simulam a abertura de uma empresa, u muitas acabam saindo do papel. Rasa Milaknyte, que criou sua empresa no 11º ano (penúltimo do ensino médio), foi um desses casos. “Meu negócio é um serviço: ensino aikidô para crianças de cinco a 12 anos”, diz.
A escola da coletividade
ESCOLA MUNICIPAL DESEMBARGADOR  AMORIM LIMA
Localização: São Paulo, Brasil
Alunos: 700
Tipo: Pública e gratuita
Todo mundo pode participar de tudo na escola Desembargador Amorim Lima. Os pais organizam as festas, os alunos coordenam os debates e a diretora faz papel de tutora. Até a página no Facebook da escola é atualizada por pais. Há inclusive um conselho, onde todos tem poder de decisão sobre rumos futuros. Os alunos estudam em grupos de diferentes faixas etárias, espalhados por grandes salões, no maior deles cabem mais de 100 estudantes. A lousa continua por lá, mas não há uso, não há aulas expositivas nesses espaços, apenas as de inglês, português e matemática acontecem por perto do quadro-negro, em salas menores.  Cada um dos jovens anda com um caderno de roteiros de pesquisa, cujo conteúdo abordam os temas que podem ser estudados durante o ano, como “consumismo”, “comunicação e memória” e “sangue e excreção”. E adivinhe quem escolhe por onde começar e por onde terminar? O próprio aluno, que é incentivado a ser independente.

Brasileiro é um dos 4 finalistas ao prêmio de melhor professor dos EUA


Alexandre Lopes foi eleito o melhor professor da Flórida em julho de 2012. Finalistas participarão de cerimônia na Casa Branca em abril deste ano.


O brasileiro Alexandre Lopes, que dá aula para crianças especiais na escola Carol City Elementary, em Miami, foi eleito o melhor professor da Flórida (Foto: Reprodução/Macys's)O brasileiro Alexandre Lopes foi anunciado nesta quinta-feira (17 de Janeiro) como um dos quatro finalistas ao prêmio de melhor professor dos Estados Unidos. A premiação anual inclui um processo de seleção com diversas etapas, Lopes, de 44 anos, dá aulas para crianças de três a cinco anos em turmas de educação inclusiva na escola Carol City Elementary, na Flórida. Natural de Petrópolis, no Rio de Janeiro, ele emigrou para os Estados Unidos em 1995.

O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira pelo Conselho de Chefes de Departamentos de Escolas Estaduais, uma organização sem fins lucrativos que reúne os secretários de educação dos estados americanos. Lopes afirmou, em seu perfil do Facebook, que recebeu a notícia com "orgulho e felicidade", e aproveitou para agradecer aos amigos pelo apoio. "Sou-lhes eternamente grato", disse ele.
O professor brasileiro, que é o quarto representante consecutivo da Flórida entre os finalistas, agora concorre com três professores do ensino fundamental II e ensino médio dos estados de Washington, Maryland e New Hampshire, que dão aulas de química, física, inglês e música.
Os quatro participarão de um encontro na capital dos Estados Unidos em abril, quando o anúncio do grande vencedor será feito em um evento na Casa Branca.
Desde julho, quando foi eleito o melhor professor da Flórida e passou a integrar o grupo de 50 competidores da etapa nacional, Lopes tem viajado pelo estado onde mora dando palestras para outros professores sobre sua metodologia na sala de aula e entrevistas a diversos meios de comunicação americanos. Doutorando da Universidade Internacional da Flórida, ele se especializou na educação especial para a primeira infância e, há oito anos, trabalha na escola Carol City Elementary, em Miami.

'Inclusão total e irrestrita'
As turmas para as quais o brasileiro leciona são heterogêneas. Parte dos alunos é autista e, como a Carol City Elementary fica em uma região de baixo poder aquisitivo, a maioria dos estudantes pertence a minorias dentro da sociedade americana. Alguns ainda são filhos de imigrantes e não têm o inglês como idioma nativo.
"É uma inclusão total e irrestrita, da maneira que eu gosto, com alunos deficientes, imigrantes, minorias... Como eu acho que a sociedade deveria ser", conta. Lopes considera sua abordagem "holística" e afirma que se envolve em todos os aspectos da vida de seus "aluninhos", como gosta de se referir às crianças que ensina, tanto da parte acadêmica quanto da emocional e da social. Para o brasileiro, isso significa incluir  todos os membros mais próximos da família no processo escolar, muitos deles ainda se adaptando à notícia de que seus filhos são autistas.

Professores oferecem um dos melhores ensinos públicos do país às crianças de zona rural do Piauí

Reportagem: GLOBO REPÓRTER 

 Na área rural de Teresina, a escola pública Laurindo de Castro já esteve entre as dez melhores do país. Mesmo sem muitos recursos, os professores oferecem ensino de qualidade às crianças da região.

O que faz a diferença numa escola? Os alunos? Os professores? O material didático?
“Toda criança tem direito de ler o mundo. Transportar os livros pra sua cabeça”, leu um menino.
A educação é como um quebra-cabeça. Uma peça sozinha não é nada. Mas juntando uma a outra vão surgindo formas, figuras. Basta ter atenção e cuidado.
“Cuidado com o aluno, com a família do aluno, com a tarefa”, disse a diretora da escola Maria Pereira.
Maria Pereira é diretora da escola Laurindo de Castro. Da última vez em que foi avaliada, em 2009, a instituição conseguiu nota 7,7 no Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Ficou entre as dez melhores do país.
À primeira vista a escola chama atenção pela simplicidade. Não parece diferente de tantas outras escolas públicas do Nordeste. Mas lá dentro diariamente acontece uma revolução com resultados extraordinários. Nós viemos até o povoado Fazenda Boqueirão, na área rural de Teresina, para tentar entender como essa escola consegue oferecer um ensino de excelência aos alunos de baixíssima renda.
Logo na entrada a gente percebe os principais compromissos da escola. Eles estão estampados em frases por toda a parte. ‘Nosso maior patrimônio é o aluno’. Mais adiante, ‘Nosso maior objetivo é o sucesso do aluno’. Pra completar, ‘Nosso sonho é superar a expectativa da família’.
“Na sociedade que a gente vive onde só se destacam as escolas particulares ter uma escola pública na zona rural nessa qualidade é um privilégio sim”, disse ex-aluno Paulo Henrique Coutinho.
Privilégio é palavra rara por aqui. Um lugar de casa e gente muito simples. José Raimundo tem apenas 7 anos. E se arruma todo pra ir à escola. Ele nunca se atrasa.
“Sempre sai cedo e eu brigando com ele: menino, a kombi passa bem aqui, tu escuta a zoada. Se eu perder a kombi, a senhora é que é culpada”, contou a avó de José Raimundo, Francisca dos Santos Câmara.
Essa é uma oportunidade única na vida do menino, filho do pedreiro Domingos e neto de Francisca, que não aprendeu a ler.
“Eu quero que ele continue estudando pra que um dia ele possa realizar o sonho dele de ser um engenheiro. Será um orgulho para mim e pra toda a minha família”, afirmou o pedreiro Domingos Carlos Câmara.
O pai destaca uma das razões do sucesso da escola rural.
“Se a criança passar dois ou três dias sem ir pro colégio, eles já vêem o que aconteceu, por que a criança está faltando”, contou Domingos.
E lá vai ele. Todo orgulhoso.
“Por que você gosta dessa escola?”, perguntou a repórter Beatriz Castro.
“Porque eles incentivam muito as pessoas a aprender”, respondeu José Raimundo Câmara.
Poeira. Muito calor. Na zona rural, a distância é uma dificuldade a mais. O transporte escolar se torna essencial para evitar a evasão. E logo cedinho, a kombi vai passando e pegando um a um. As mães ficam preocupadas.
“Porque é longe, é velho o carro”, disse uma mãe.
“Como você gostaria que fosse?”, quis saber a repórter.
“Fosse um transporte maior, mais espaço pra eles”, respondeu outra mãe.
As crianças se acomodam como podem. Não há cinto de segurança e elas não percebem os perigos. Gostam mesmo é de viajar de pé.
De um ponto o carro não pode passar. As crianças vão ter que seguir um trecho a pé. Vamos ver quantas crianças vieram no transporte escolar - 19. Superlotação.
É a ponte que as crianças tem que enfrentar todos os dias. É antiga, de madeira, muito estreita.
Eles passam devagarzinho, com cuidado, embaixo passa o riacho São Vicente, que na época da chuva chega a transbordar, passa em cima da ponte. Algumas tábuas estão soltas, o corrimão não é muito seguro. Mas é por onde as crianças passam todas as manhãs pra chegar à escola.
O esforço é recompensado. Os alunos são acolhidos com carinho. A aula já começa a todo vapor.
Nenhuma turma tem mais de 20 alunos. Isso permite que a professora dê atenção a cada um.
“Às vezes uns são mais lentos que os outros, mas conseguem, é só a gente acreditar e persistir”, explicou a professora Ingrid Maria Verçosa.
Se a criança apresentar problemas, os pais são avisados e o período escolar passa a ser integral.
Dá gosto de ver o interesse até dos mais novinhos.
“A criança já cresce sabendo escolher uma leitura, sabendo fazer uma tarefa e não dependendo tanto dos pais, até porque 50%, 60%, 70% dos pais não sabem ler”, afirmou a professora Antônia Soares Oliveira.
E pensar que no início desse ano a maioria dessas crianças não sabia nem segurar o lápis. O desenvolvimento delas é impressionante. Já estão juntando as sílabas para formar as primeiras palavras. Vou pedir emprestado o caderno da Maria Fernanda pra mostrar a letra dela. Olha só que capricho, que letra bonita e a Maria Fernanda tem só 4 anos de idade.
A criança com necessidades especiais também é bem-vinda.
“Saber que o nosso filho vai ser bem recebido, que ele vai ser aceito com o problema que ele tem e que ele não vai ser excluído. Ah, não tem presente maior”, ressaltou a mãe de aluno, Lismary Araújo.
Esses alunos frequentam as aulas regulares, mas também têm uma sala só pra eles. Um lugar de brincadeira, conversas, desenhos e progressos.
“Meu exemplo maior é o Josiel. Ele chegou na escola de cadeira de roda, não falava, hoje ele já fala, já pega numa colher. Ele já abraça. Cada avanço é uma realização minha”, revelou a professora Raimunda Resende.
O ótimo resultado da escola faz parte de um processo iniciado dez anos atrás. Todos são estimulados a criar, dar ideias e participar.
“Ao mesmo tempo que é gratificante, é também desafiador”, afirmou a vice-diretora da escola Maria Hosana.
E desafio é o que não falta. A escola não tem refeitório. A merenda é levada pra sala de aula. O único brinquedo coletivo precisa de consertos. Os ventiladores não amenizam o calor.
O espaço para instalação do laboratório de informática está pronto há três anos. Aqui a bancada à espera das máquinas. O problema é que no povoado não tem telefone nem rede elétrica capaz de suportar o uso dos computadores. Resultado: a escola modelo está desconectada do resto do mundo.
O total isolamento é vencido no grito. Da varanda da casa da dona Albertina dá pra ver a escola. É bem pertinho, tem até uma passagem aberta pela cerca. A casa da vizinha funciona como um anexo da escola. É pra o telefone celular rural da dona Albertina que as pessoas ligam quando querem se comunicar com a escola.
“Tem dia que é mais de 10 telefonemas, toda hora tão chamando”, disse aposentada Albertina Leonarda.
“E a senhora virou secretária?”, brincou a repórter.
“É o jeito não tem outro telefone, só tem esse mesmo”, respondeu Albertina.
Enquanto a tecnologia não chega, essas brasileiras vão trabalhando com o que têm para formar cidadãos.
“Cidadãos que cresçam, tenham sucesso na vida e transformem sua própria comunidade”, ressaltou Maria Hosana.
“Eu quero ser jornalista”, disse um menino.
“Pediatra”, contou uma menina.
“Médico”, revelou outro menino.
“Nayara quer ser bailarina, Juan quer ser aviador, Jordan quer ser dentista, Cauã quer ser ator”, declamou outra menina.

Iniciativas e parcerias dão bons resultados na educação do Brasil

Elas transformam a escola em um lugar mais agradável, eficiente e atraente para alunos, professores e pais. A criação de um ambiente favorável ao ensino está menos ligada a grandes investimentos na estrutura física das escolas e mais ao acompanhamento do dia a dia da sala de aula.




O Ministério da Educação (MEC) contestou uma informação da reportagem especial de quinta-feira (12) sobre o número de formandos em pedagogia e educação básica entre os anos de 2005 e 2009. Para o MEC, devem ser incluídos os números dos cursos à distância e não só o presencial, em que o aluno está dentro da sala de aula, que era o foco da nossa série. Dentro dessa visão do Ministério, o número de professores formados aumentou 2,75% naquele período.
Nesta sexta-feira (13), na última reportagem desta série sobre a educação no Brasil, Alan Severiano mostra iniciativas que transformam a escola em um lugar mais agradável, eficiente e atraente para alunos, professores e até para os pais.
Bairro pobre de São Paulo, escola sem infraestrutura. Tinha tudo para dar errado e dava. Até que uma janela se abriu. Uma parceria com empresários melhorou as instalações e treinou mais de cem professores.
“Eu aprendi que você tem que ver o que eles sabem também e a partir do que eles sabem a gente fazer nosso planejamento de aulas e eu não fazia isso”, disse a professora de português
Elaine Ribeiro Claro.
“Eles aprendendo mais eles podem ensinar melhor para a gente, de um jeito melhor para a gente”, lembrou Márcia Sousa, de 11 anos.
Para o diretor Celso Teixeira, lições de gestão. Ele é um professor de português que se apaixonou pelos números e passou a lidar com um vocabulário típico de quem administra uma empresa.
“Eu sei em porcentagem quanto o aluno fulano de tal tem e quanto eu quero que ele chegue. Eu consigo determinar isso para a sala, determinar isso para a escola. Dessa maneira o caminho é mais curto”, explicou.
Foi mesmo. Em dois anos, o desempenho na avaliação do MEC melhorou. A nota do Ideb passou de 4,2 para 5 no 5° ano. E pulou de 3,5 para 4,2 no fim do ensino fundamental.
Um trunfo é a professora comunitária, que percorre o bairro e mantém contato com as famílias.
O envolvimento dos pais faz diferença. A mãe de Tiago acompanha as tarefas e o dia a dia da escola. “Se cada pai fizesse um pouquinho do que eu faço, eu creio que a escola ainda estaria melhor do que está hoje”, disse ela.
Em uma escola em Belo Horizonte, a receita de superação é um pouco diferente. Para motivar alunos que repetiram várias séries, a saída foi diversificar as atividades. É uma parceria da rede municipal com a Fundação Roberto Marinho.
A brincadeira da batata quente vira teste de conhecimentos gerais. Em aulas do Telecurso, situações do cotidiano ajudam a entender assuntos que já foram vistos.
“O grande objetivo eu acho que é fazer com que eles descubram que eles sabem, que eles podem aprender que eles dão conta”, destacou a professora Luiza Carvalho.
A criação de um ambiente favorável ao ensino está menos ligada a grandes investimentos na estrutura física das escolas e mais ao acompanhamento do dia a dia da sala de aula.
Os números mostram que Minas Gerais conseguiu dar um salto de qualidade nos primeiros anos do ensino fundamental porque resolveu apoiar o trabalho do professor e ajudá-lo a superar as próprias deficiências.
Educadores mais experientes acompanham as aulas, detectam os problemas e apontam saídas. O foco é a alfabetização até o 3° ano. De 2006 para 2010, o percentual de alunos de 8 anos que sabem ler e escrever pulou de 49% para 86%.
A baixa rotatividade dos professores ajuda a dar continuidade ao trabalho. “Dá segurança. Dezembro você fecha as turmas, você já sabe qual o perfil do professor para aquela turma”, explicou a diretora de escola Marli Soares Barreto.
O exemplo foi citado por uma consultoria internacional que analisou experiências bem sucedidas em 18 países. Na maioria, o que fez a diferença foi a qualificação do diretor e dos professores - que contam com a ajuda do material didático. Uma espécie de guia, ele explica o que o aluno tem de aprender e dá sugestões de como chegar lá.
É contando histórias que crianças de 6 anos se preparam para a alfabetização. Outro diferencial: alunos de famílias menos estruturadas passam o dia inteiro na escola. Se divertindo, nem percebem que estão aprendendo.
“A gente precisa sair do gerúndio, ou seja, de ‘está melhorando’, ‘caminhando’, nós temos que fazer uma efetiva melhora, um salto transformacional na educação do Brasil. É só o Brasil se mobilizar para isso que a gente consegue fazer”, afirmou o empresário Jair Ribeiro.
Fonte: Jornal Nacional

Mais de 80 cidades vão receber recurso para construção de creches e quadras

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) divulgou hoje (14) a terceira lista dos municípios que receberão recursos para construção de creches e quadras poliesportivas por meio da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) . São 83 cidades contempladas com verba para criar 138 creches e 74, para a construção de 117 quadras de esporte.


No total, o FNDE, que é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC), já aprovou projetos para a construção de 856 creches e 454 quadras esportivas pelo PAC 2. A construção de 1,5 mil centros de educação infantil ao ano foi uma das plataformas de campanha da presidenta Dilma Rousseff. Atualmente, apenas 20% das crianças até 3 anos têm acesso a creches no país.


Nessa terceira lista, o estado que teve o maior número de projetos aprovados para construção de creches foi São Paulo: serão construídas 29 unidades em 16 municípios paulistas. A partir da divulgação da lista dos contemplados, começa o processo de assinatura dos termos de compromisso e posterior repasse. O FNDE disponibiliza para as prefeituras dois tipos de projeto de educação infantil formulados a partir de critérios técnicos necessários para atender o público até 5 anos.

Semed promove curso sobre sexualidade para profissionais de educação (PALMAS)


Os profissionais da educação municipal que tiverem interesse em participar do curso de aperfeiçoamento Sexualidade e Escola têm até esta sexta-feira, 25, para se inscreverem. O curso, promovido pela Secretaria Municipal da Educação (Semed), oferecerá 120 vagas para docentes da Educação Infantil, Ensino Fundamental e equipe diretiva e pedagógica das unidades de ensino.
Os interessados em participar do curso devem enviar as fichas de inscrição (disponíveis nas escolas), devidamente preenchidas, para o endereço eletrônico semed@yahoo.com.br ou via ofício, endereçado à Gerência de Formação Permanente.
Ministrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Furg-RS), o curso tem como objetivo compartilhar conhecimentos acerca da promoção, respeito e valorização da diversidade, orientação sexual e identidade de gênero, colaborando para o enfrentamento da violência sexista e homofóbica no âmbito das escolas.
O curso ministrado em módulos (conforme cronograma abaixo), discutirá a diversidade sexual, o enfrentamento ao sexismo e a homofobia, e acontecerá na Escola Municipal de Tempo Integral Pe. Josimo. Terá, ainda, duração de 80 horas, sendo 60 horas presenciais e 20 horas de atividades a distância.

Fonte:
http://www.ogirassol.com.br/

Incentivo financeiro quer levar mais água a escolas

O governo federal vai investir recursos financeiros para garantir abastecimento de água potável em escolas públicas de todo o país. Por meio do programa Dinheiro Direto na Escola, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai transferir R$ 30 mil para cada unidade. Os recursos serão usados para instalação e ampliação da rede hidráulica, compra de material de construção, pagamento de mão de obra e perfuração de poços artesianos e cisternas.
“Das 834 escolas que declararam no censo escolar que não possuem abastecimento de água regular, identificamos 299 que preenchem os pré-requisitos e podem ser atendidas ainda este ano”, afirmou José Maria Rodrigues de Souza, coordenador geral de Apoio à Manutenção Escolar do FNDE. “Mas os gestores estaduais e municipais precisam cumprir o prazo de adesão, que vai até dia 10 de dezembro.”, completou.
Repasse – Para receber o repasse financeiro, os gestores têm de enviar à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação termo de compromisso preenchido e assinado, além de fotos do prédio escolar e imediações. Isso é necessário para comprovar que a unidade de ensino realmente não tem abastecimento regular de água potável.
Das 299 escolas pré-selecionadas, boa parte está localizada nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para a Bahia (109 unidades de ensino) e o Pará (83).

Do Ministério da Educação

Brasileiro faz curso até de madrugada para subir na vida


72% dos estudantes que concluem ensino superior conseguem aumento.
Renda mensal de família com algum graduado é até 158% superior.


De segunda a sexta-feira, o dia de Daniela Alves Santos, de 23 anos, começa às 7h da manhã com um copo de leite e termina às 2h30 depois de uma aula de matemática financeira, estatística, marketing ou contabilidade. Durante o dia, ela trabalha no setor administrativo de uma empresa de desenvolvimento sustentável e, de madrugada, cursa administração numa universidade particular da Zona Sul de São Paulo.
São cinco horas de sono por noite. Trem, ônibus e metrô lotados para ir de casa ao trabalho e do escritório à universidade - esforço que deve dar a ela, daqui a dois anos, um diploma de ensino superior: o primeiro da família.
A estudante de administração é um retrato da nova classe média, que tem conquistado uma renda melhor não só com "bicos" e trabalho dobrado, mas com investimento pessoal em educação. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, coordenada pelo professor Marcelo Néri, conseguiu medir o impacto dos anos de estudo a mais na renda da população.
Fica bem claro que esses ganhos foram maiores nas classes mais baixas. "A renda dos mais pobres cresceu muito e a educação explica dois terços desse movimento. Enquanto no topo, a taxa de crescimento é menor e a educação explica menos, porque são pessoas que já tinham acesso ao conhecimento", esclarece o pesquisador.
Entre 2003 e 2009, a renda individual do brasileiro cresceu 3,8% ao ano. Entre os 20% mais pobres, esse crescimento foi duas vezes maior. A novidade trazida por Néri é a comparação da renda com o nível de escolaridade e com a jornada de trabalho. No mesmo período, os brasileiros mais pobres conseguiram aumentar os anos de estudo em 5,19%, enquanto esse índice entre os mais ricos nem sequer chegou a 1%. Por sua vez, as horas de trabalho dos trabalhadores das classes C e D diminuíram. Aqui, Daniela, que nem se formou ainda, também serve de exemplo.
Ela está na metade do curso de graduação e já sentiu a conta engordar. Em dois anos, passou de estagiária a gerente administrativa: o salário multiplicou por três. Na casa onde vive com a mãe, pensionista, a universitária é hoje quem tem a maior renda. Além de pagar a faculdade sozinha, Daniela consegue realizar pequenos sonhos: comprou computador e celular e faz planos de colocar o primeiro carro na garagem no início do ano que vem. "Nada disso seria possível sem estudo. O último aumento, que recebi há três meses, jamais teria vindo se eu estivesse parada."
Um levantamento do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semeesp) constatou que 72% dos estudantes que concluem o ensino superior conseguem aumento salarial. "A produtividade do profissional aumenta e o salário é reajustado também", explica o economista Rodrigo Capelato, diretor executivo do sindicato.
Os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram essa evolução: numa família em que todos os membros têm no máximo o ensino médio, a renda mensal gira em torno de R$ 1.659,99. Quando alguém, na casa, tem o diploma de graduação esse valor vai para R$ 4.296,05.
"Parece estranho, porque em alguns segmentos da sociedade ter ensino superior hoje é o mínimo. Mas o fato é que essa é uma realidade distante da maioria e quem consegue esse feito se destaca", diz Hélio Zylberstajn, pesquisador do Observatório do Emprego e presidente do Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho (Ibret). No País, cerca de 44 milhões de famílias não sabem o que é ter alguém numa universidade.
Para Daniela, isso só foi possível com um bom desconto na mensalidade. Com o salário de estagiária, não dava para pagar mais de R$ 200 por mês pelo curso. Para não extrapolar a renda e continuar ajudando em casa, o jeito foi estudar de madrugada, das 23h à 1h45.
Desde o ano passado, o horário é oferecido pelo Centro Universitário UniÍtalo, na zona sul de São Paulo, pela metade do preço. Dos 10 mil alunos, 1,1 mil estudam de madrugada. "Há dois anos decidimos focar nas classes C e D e sentimos necessidade de oferecer horários diferentes para esses alunos, que precisam trabalhar para pagar os estudos", diz o pró-reitor de graduação Luiz Carlos de Souza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte:G1

Rodrigo Faro: "Educação dos pais é a base de tudo"





Foto: Rodrigo FaroApresentador, ator e cantor, Rodrigo Faro começou a carreira em comerciais de TV em 1982. Depois vieram as peças teatrais, três discos, cinco programas de TV, dez novelas e duas minisséries. Hoje ele apresenta dois programas na TV Record

Disciplinado, Rodrigo sempre correu atrás dos seus sonhos. Um deles era casar com o grande amor de sua vida, a modelo Vera Viel. Hoje eles estão casados há 7 anos. E Rodrigo já tem mais dois grandes amores: Clara, de 4 anos, e Maria, de 1 ano.

A exemplo da criação que teve, Rodrigo coloca a Educação das filhas como prioridade. O casal acha fundamental estar sempre presente e, mesmo com a vida atribulada por causa da profissão, Rodrigo faz questão de participar da Educação das meninas à sua maneira, que é aprovada por Vera: mostrando a realidade, os valores mais importantes e o respeito ao próximo.



educarparacrescer.abril.com.br



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