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A PÁTRIA É A CASA DA GENTE 

Todo grupo humano cria e desenvolve uma cultura. A cultura fica sendo uma espécie de seio materno, um ninho protetor para onde nós corremos e nos abrigamos quando precisamos de carinho e afeto. A cultura é sempre algo sagrado. É como se fosse a água para o peixe, o ar que respiramos. Cultura é a maneira de comer, de beber, de se visitar, de cantar, de dançar, de se vestir, de celebrar, de fazer festa. Nesse sentido, é impossível dizer que existe uma cultura melhor ou pior. Existem culturas diferentes e para cada povo, cada nação, cada comunidade, a cultura que eles desenvolvem é sempre a melhor. Querer insistir que uma cultura é melhor que a de outros, além de ser um tanto ridículo, pode trazer sérias consequências.
O que é uma pátria? A pátria é o reservatório dessa cultura. É o local onde essa cultura é criada, desenvolvida, vivida e celebrada. A pátria é principalmente nossos valores, nossas tradições, nossas realizações. Ninguém consegue, nem pode viver sem uma pátria. A pátria é o lar onde nós cultivamos nossa cultura. Como nos sentimos bem em nosso lar. Quem já viveu em outros países, com outras culturas, sabe do que estamos falando.
A cultura é a coisa mais sagrada de um povo. A cultura é a alma de um povo. Povo que perde sua cultura é um povo que perde sua alma. E se a cultura é a alma de um povo, a dimensão religiosa, os valores, são a alma dessa cultura.
Então: cultivar essas tradições, esses valores, essa cultura é ser patriota, ou se quiser, nacionalista, no bom sentido. Defender essa cultura é nossa obrigação, pois a cultura é a nossa maior riqueza.
Artigo publicado na edição nº 412, jornal Mundo Jovem, novembro de 2010, página 6.

Perda de línguas e culturas está intimamente ligada à diminuição da biodiversidade

A cada duas semanas, um idioma desaparece da face da Terra, segundo estatísticas da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco). Como se esse dado, sozinho, já não fosse suficientemente ruim, especialistas avaliam que metade das quase 7 mil línguas existentes correm o risco de se juntar a esse grupo em extinção.
Agora, pesquisa da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, revela relação íntima entre a morte de línguas e a diminuição da biodiversidade.

O estudo afirma que 70% dos idiomas do planeta são encontrados em áreas ricas em biodiversidade. E, conforme as áreas são degradadas, as culturas e línguas locais se extinguem.
“Estima-se que a perda anual de espécies seja mil vezes maior que taxas históricas”, escreveram os pesquisadores na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS, na sigla em inglês).
O biólogo norte-americano Larry Gorenflo, coordenador da pesquisa, conta que as paisagens mais importantes estão se tornando cada vez menores. “Essa é uma oportunidade para integrar esforços para a conservação do meio ambiente com a conservação cultural e linguística”, pontua.

Situação no Brasil
Antes da chegada dos colonizadores, havia 6 milhões de índios em nosso país. Hoje, eles não passam de 700 mil, apenas 11% da população original, que fala cerca de 180 línguas, de acordo com a Funai.
E, desde a colonização, segundo a ONG SOS Mata Atlântica, 93% do bioma homônimo original já foi devastado.
Para se ter uma ideia mais específica, o idioma karitiana – último remanescente da família arikém, do tronco tupi – está restrito a uma tribo de aproximadamente 320 pessoas, perto de Porto Velho (RO). Por isso, o idioma corre risco constante de extinção.
E sua perda seria lastimável. O karitiana é bem próximo do idioma chinês e é desprovido de artigos e pronomes demonstrativos – até então considerados essenciais pelos especialistas ocidentais –, não apresentando flexões de número ou gênero.

Concursos Culturais de Férias (EDUCAR PARA CRESCER)

A equipe do Educar passou o mês passado inteiro pensando em uma maneira de agradar vocês e agitar as férias com as crianças! Aqui está o resultado: 4 concursos culturais especiais com brinquedos, livros, ingressos de cinema e muito mais!

Escolha o seu preferido e participe (ou participe de todos! :)

Dançando HIP HOP - Cultura

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Município de Parauapebas se prepara para o maior festival de música da região


Estão abertas desde o dia 2 de agosto as inscrições para o FEMPA - Festival de Música de Parauapebas ‑, que será realizado no período de 16 a 18 de setembro. O festival está em sua quarta edição e visa fortalecer o intercâmbio cultural, valorizar e incentivar a criação musical da região, além de dar visibilidade a novos talentos.

Este ano, a novidade é a premiação extra "Prata da Casa", que será entregue ao concorrente de Parauapebas com melhor pontuação no concurso. Quem faturar o prêmio recebe, além do troféu, uma quantia de 2.500 reais. Ao todo, são 24 mil reais em premiação, distribuídos em 1º, 2º e 3º lugares, melhor intérprete, melhor letra, voz do povo e prata da casa.

O evento, promovido pela Prefeitura de Parauapebas, já tomou expressão nacional. Em 2009, sete estados entraram na disputa com 80 músicas inscritas. Destas, 24 foram selecionadas e fizeram uma disputa de alto nível nos três dias do festival.

"Ganhamos em estrutura e elevamos o nível da competição. Com isso, estamos também valorizando os músicos locais, já que o espaço de participação deles é garantido, o que estimula a qualificação dos nossos artistas", afirmou o secretário Municipal de Cultura, Cláudio Feitosa. Segundo ele, a intenção é firmar cada vez mais o Fempa no circuito dos grandes festivais de música do país.

Além de despertar o interesse da população por músicas e artistas regionais, as ações do festival procuram destacar a importância da música como fonte de renda, cultura e lazer.

As inscrições vão até o dia 30 de agosto e devem ser feitas na Secretaria Municipal de Cultura (Secult) ou enviadas pelos correios. A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site www.fempa.com.br.

Mais informações pelo 3346-8186 ou na Secult (prédio do CDC), Rua F, s/nº, quadra especial, entre as ruas 10 e 11, bairro Cidade Nova.
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