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Em casa ou na escola


Seja em casa, seja na comunidade ou seja mesmo na escola do seu filho, há sempre um modo de tornar agradável o espaço dedicado aos livros. Claro, vai depender da sua iniciativa – em muitos casos, simplesmente não há funcionários em número suficiente para colocar em prática as (boas) intenções. Nada do que é aqui sugerido exige grande investimento, ao contrário: a principal ‘moeda’ é a atitude, a vontade de ajudar para criar o que tem valor inestimável para o seu filho – o acesso a uma biblioteca.
São dicas de profissionais de larga experiência em educação. A seguir:
1. Mesmo na casa onde não há tempo livre para ler, faça questão de criar o canto da leitura.
O fato de a vida andar muito corrida jamais deve servir de desculpa para a família não ler – organize os livros, os gibis e as revistas em um canto qualquer (no vão debaixo da escada, por exemplo) e faça dele “o canto da leitura” da sua casa. Será o primeiro passo para incentivar que o ato de ler seja exercitado entre os que moram nesse endereço. Mais: o “canto da leitura” pode ser uma alternativa a ser adotada em vários lares da vizinhança de modo a suprir a falta de um espaço capaz de abrigar a biblioteca da sua comunidade.
2. Falta dinheiro para comprar livros? Junte os vizinhos, convide os parentes e promova uma feira de livros na rua onde mora.
A ideia é de simples execução e vai atuar sobre a autoestima de toda a comunidade – afinal, quem não quer participar de uma oportunidade de convívio, que ainda permite trocar livros por outros mais interessantes? Estenda uns panos coloridos na calçada, acomode o ‘acervo’- e divirta-se!
3. Para colocar a biblioteca da escola em funcionamento, não perca tempo – e organize um grupo de pais em torno dessa causa.
Às vezes, falta mão de obra para dar conta de todas as atividades que compõem o cotidiano de uma escola – e aí está o exemplo da Amorim Lima, da rede pública de São Paulo, a confirmar essa realidade. Escola que só foi capaz de dar partida ao projeto da sua biblioteca, anos atrás, porque mães e pais se revezaram na tarefa de abrir as dezenas de dezenas de caixas de livros enviadas pelo governo, classificar, catalogar, enfim, organizar o acervo seguindo as normas técnicas da biblioteconomia – sim, eles receberam treino específico para dar conta do serviço. Hoje a biblioteca da Amorim Lima abriga inúmeras atividades, como a de servir de local de aulas, entre outras, de latim (5º ano) e grego (6º ano). “O que é mais uma razão de orgulho para os pais que participaram tão ativamente da sua montagem”, conta a diretora Ana Elisa Siqueira.
4. Procure se informar, antes de montar a biblioteca da sua casa ou comunidade.
Na biblioteca, o que se privilegia é a organização da informação. Para tanto, é preciso ter conhecimento de inúmeras normas e critérios. Claro, um curso técnico de Biblioteconomia seria o ideal para quem deseja criar esse tipo de espaço, por exemplo, na comunidade. Mas, a própria internet serve para transmitir as noções elementares sobre arquivar e indexar documentos etc. Tanto faz o tamanho da biblioteca em foco – invista tempo nessa pesquisa e torne o espaço eficiente na hora de procurar um título.
Fonte: Educar para Crescer

Currículo oculto


"O currículo oculto é constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem, de forma implícita para aprendizagens sociais relevantes (...) o que se aprende no currículo oculto são fundamentalmente atitudes, comportamentos, valores e orientações..." (Silva, 2001:78)
O currículo oculto nas escolas serve para reforçar as regras que cercam a natureza e o uso dos conflitos. E estabelece uma rede de suposições que visa determinar regras sobre a conduta dos estudantes.

Esse processo é uma maneira bastante tímida de trabalhar conceitos transversais para a formação global do aluno, uma vez que tais intervenções acontecem, geralmente, sem que estejam deliberadamente sistematizadas ou incluídas nas disciplinas.
Em um currículo oculto, as suposições em sala de aula não podem ser planejadas, pelo próprio fato de serem tácitas e incidentais. Dessa maneira, um tema importante ou um assunto de interesse fica sujeito a um acontecimento para vir à tona.

Em tempo, a escola deve ter condições de constituir a educação por meio de estratégias pedagógicas que visam à capacidade de antecipar ações, de eleger continuamente metas a partir de um quadro de valores historicamente situado, e de se lançar em busca das mesmas. E, nesse sentido, instaurar a democracia e os debates na sala de aula e em toda a escola, para a transformação de uma comunidade democrática.

Sendo assim, os professores devem estar preparados para trabalhar com temáticas em aula. E o coordenador pedagógico, na sua função de formador, é incitado a elucidar o entendimento sobre tais questões.

Conforme revela Perrenoud (2005), “a abordagem a partir do currículo real e da experiência de vida tem consequências enormes quanto ao papel do professor”, pois, “se ensinamos o ‘que somos’, segundo uma fórmula que convém tanto à educação quanto à sociedade, o primeiro recurso da escola seria o grau de cidadania dos professores”.

Dessa forma, o avanço escolar de um currículo pode ser construído com base nos interesses dos alunos e da comunidade escolar e acontecerá por meio do diálogo, da problematização do contexto real e da provocação da consciência crítica dos envolvidos de forma explícita, tanto nas propostas escolares quanto nas práticas em sala de aula.

Eliane da Costa Bruini
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Pedagogia
Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL

Uma escola...



Uma escola onde os alunos mandassem seria uma escola triste. A luz, a moralidade e a arte serão sempre representadas na humanidade por um conjunto de mestres, uma minoria que guarda  a tradição do verdadeiro, do bem e do belo. 


                                                                                              Autor: Joseph Ernest Renan 


























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