Presidente defendeu o uso dos royalties e do fundo social para a área.
Plano prevê investimento de 10% do PIB em educação ao longo de 10 anos.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (30) que apoia a ampliação do investimento em educação desde que o Congresso Nacional defina recursos específicos para isso. Caso contrário, disse, o governo faria uma “demagogia imperdoável”. Ela defendeu o uso dos royalties e do fundo social do petróleo para elevar o investimento na área.
Dilma discursou durante reunião do chamado “conselhão”, o Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto. Ela defendeu
que os royalties e o fundo social do petróleo sirvam para financiar a
ampliação do investimento em educação, que atualmente corresponde a 5%
do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O Plano Nacional de Educação (PNE) está em tramitação no Congresso
Nacional e, se for sancionado da forma como foi aprovado em uma comissão
especial da Câmara, prevê investimento de 10% do PIB em educação ao
longo de 10 anos.
Caso o Congresso aprove o PNE da forma como está sem definir a fonte de
recursos, uma saída possível seria a criação de impostos para financiar
a educação, segundo disse a presidente.
“Eu considero muito oportuno que nós, no Congresso Nacional,
aprovássemos o uso dos royalties e de uma parte do fundo social para
garantir que esses recursos existam, porque caso contrário, seria
através da geração de impostos”, declarou.
Os royalties são tributos pagos pelas empresas aos estados de onde o
petróleo é extraído, como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. A nova
proposta já aprovada pelo Senado prevê a diminuição do repasse aos
estados produtores e um aumento para os que não produzem o óleo. O
projeto está agora na Câmara, onde foi criado um grupo de trabalho para
analisar a matéria.G1
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